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40% das praias de Santa Catarina estão impróprias para banho

 

O percentual atual preocupa tendo em vista que o Estado vive a alta temporada com o aumento do turistas nas praias e o número ficou abaixo da média histórica dos primeiros levantamentos da Fatma, que varia entre 65% e 75% de locais banháveis.

O primeiro relatório de balneabilidade da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) de 2018 que foi divulgado na íntegra na sexta-feira mostra aumento no número de pontos impróprios para banho nas praias de SC desde a última análise, em dezembro. Uma parcial dos dados tinha sido publicada na quinta.

As amostras foram capturadas entre os dias 2 e 4 de janeiro, em 114 praias de 27 municípios catarinenses. O total de pontos próprios para banho foi de 129, ou seja, 60% dos 215 pontos analisados _ no último levantamento, o total de locais em condições ideais era de 167.

Para Vinícius Ragghianti, ex-presidente da Associação Catarinense dos Engenheiros Sanitaristas e Ambientais, as explicações dadas pela Fatma para o mau resultado desta semana chuvas, encurtamento da faixa de areia, grande número de turistas e ligações irregulares _ fazem sentido do ponto técnico. Todos eles, no entanto, são previsíveis. Uma das maneiras de se minimizar o problema seria apostar, além do esgoto, no tratamento também das águas da chuva.

” Estamos muito atrasados. Os países mais desenvolvidos superaram esse mesmo processo que estamos passando agora nas décadas de 1970 e 1980 “— avalia.

Ragghianti reconhece que a Casan tem feito investimentos significativos em Florianópolis, porém ele crê que ainda falta um ente político que banque o custo da implementação de um sistema realmente efetivo de saneamento.

 ” Existe o problema, mas já se sabe como fazer para resolvê-lo. A questão é começar e ser efetivo. A sociedade também precisa se mobilizar para essa conversa — opina Ragghianti.
Cleomar Diesel c/inf.Fatma Sc Diario

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