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Banhistas devem ficar atentos ao risco de acidentes em águas rasas

 

 

 

O período de calor representa também sinal de alerta para banhistas que apostam em praias rios, lagos e cachoeiras para se refrescar. Nestes locais são grandes os riscos de acidentes durante mergulhos em águas rasas.

No ano passado, foram registrados oito acidentes deste tipo no Paraná. O número é o dobro do registrado em 2016, quando quatro pessoas ficaram feridas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático o risco de lesões por mergulhos em águas rasas no Brasil é de 0,3 para cada 100 mil habitantes e em 67% dos casos estas lesões resultam na morte do acidentado antes mesmo que ele possa chegar a um hospital.

“As pessoas só se previnem de algo que acreditam ser um problema e, infelizmente, não enxergam isso desta forma”, alerta a médica especialista em afogamentos, Lúcia Eneida Rodrigues, que atua no Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá. Ela destaca que o conhecimento é a principal ferramenta de combate a estes acidentes.

“A maioria dos acidentes ocorre por falta de conhecimento do local ou por ignorar regras básicas, como consultar um guarda-vidas e prestar a atenção à sinalização do local. Nem todos que vão a lugares mais afastados, como cachoeiras e pedras, sabem se nadar é o suficiente para não correr riscos de afogamento nestes lugares. Além disso, as marés e os rios sobem e descem constantemente, o que altera a profundidade das águas e aumenta ainda mais as chances de acidente”, enfatizou a médica.

Colaboração ANPr

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