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Construção de porto em Pontal do Paraná divide opiniões

O assunto foi discutido em uma reunião no Palácio Iguaçu na segunda-feira (14).Reitores de quatro universidades do Paraná entregaram uma carta à governadora Cida Borghetti em que pedem que o governo do estado avalie a necessidade de um novo porto no litoral. No encontro, Cida disse que está se reunindo com todos os envolvidos no processo e que teve encontros com ambientalistas e lideranças da região para saber a posição de cada setor sobre a obra.

A obra proposta prevê a construção do acesso na chamada faixa de infraestrutura, ligando a PR-407 a Pontal do Paraná. A obra é avaliada em R$ 369 milhões.

Para promotores e ambientalistas, o governo vai desmatar e usar dinheiro público para beneficiar um negócio privado.

Já o governo, parte dos moradores e comerciantes de Pontal do Paraná afirmam que a estrada vai levar desenvolvimento e facilitar o acesso aos balneários.

O prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes, avalia como muito positiva a construção do porto. “Não é mudar (para cidade portuária), é somar. Vamos continuar com a cidade com vocação turística e ter um porto. Temos 20 e poucos quilômetros de praia que não terão interferência do porto”, assegurou. Gimenes aposta no terminal portuário como oportunidade de desenvolvimento e de acréscimo da arrecadação para o município.

Ainda de acordo com o prefeito, o plano diretor da cidade já prevê a instalação de um porto e a construção de uma nova via de acesso a Pontal do Sul. Seria um autopista, paralela à rodovia atual (PR-412), a 1,8 mil metros do mar, onde terminam os loteamentos urbanos.

Os moradores de Pontal do Paraná em sua maioria apoiam a construção. Saulo Correia comerciante defende a obra. ” É um absurdo esta campanha contra o desenvolvimento; estes ambientalistas, não vivem nosso dia a dia. Não conhecem nossas necessidades. Precisamos de emprego renda. ”

Outro morador citou que até atores da globo estão agora falando contra a construção da estrada e o porto. ” Estes caras nunca souberam onde ficava Pontal, agora que surgiu a oportunidade de melhor a vida do povo, eles vem aqui tentando impedir nosso desenvolvimento”.

Em março, a Justiça federal do Paraná concedeu uma liminar suspendendo a licença prévia para a construção da faixa estrutural.

A licença havia sido aprovada, pelo Conselho desenvolvimento Territorial do Litoral Paranaense em novembro de 2017 e permitia o início de outras fases de estudo sobre os impactos da obra e que devem embasar os projetos de engenharia.

Cleomar Diesel

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