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Em meio a política sabemos que?

Entre seus muitos significados, política significa relacionar-se com os outros. Em um mundo repleto de farsas, com gente tentando a todo custo tirar proveito do outro, as pessoas se tornam descrentes, dos outros e até de si próprios. Perdeu-se a fé, no próximo, no amanhã, na esperança, na lealdade, na honestidade, e no caráter das pessoas. O problema em tanta descrença é que, na tentativa de se livrar daquilo que não é verdadeiro, acaba-se por se descartar o que é de fato verídico. Tive amizades que acreditava que fossem eternas (se é que existiram), da mesma forma que ganhei outras quase que por acaso e se tornaram imprescindíveis, ao ponto de não imaginar a vida sem elas. Parafraseando O imortal Shakespeare: “E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso… Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la… E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos… Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos…”. Recebi uma mensagem que falava sobre o menino que atirou um tijolo em um carro importado afim de chamar a atenção do motorista para ajudá-lo. Não podemos viver o afã da descrença ao ponto de não perceber o que há de genuíno ao nosso redor. Nem sempre temos a graça de “receber uma tijolada” para poder atentar. Nem todo mundo é de verdade, mas nem todo mundo é de mentira. A vida é feita de riscos, que também existem ao acreditar. Não se pode confiar em todo mundo, mas há que se confiar em alguém. Não se pode ler o coração das pessoas, mas há que se enfrentar o risco de acreditar, naquilo que se sente e naquilo que se deve considerar, e há que se ponderar que, se existe maldade, existe também a bondade. “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.” Que não se abra mão do discernimento, e que nada que é eterno seja considerado como fugaz, em nenhuma ocasião.

Por Paulinho Oliveira

Paulinho Oliveira é cientista político, administrador de empresas, bacharelando em Direito, empresário, secretário municipal de saúde e prevenção da prefeitura de Paranaguá, e presidente estadual da juventude do PODEMOS no Paraná.

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