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Justiça diminui pena de doceira de Joinville que enviou bombons envenenados a adolescente

 

(CD)

O Tribunal de Justiça do Paraná determinou redução da pena de Margareth Aparecida Marcondes, a mulher conhecida em Joinville como “a doceira dos bombons envenenados” por crimes cometidos em 2012 .Ela havia sido condenada,em agosto de 2017, a 30 anos e tres meses de prisão.  Como cabia recurso, o advogado recorreu e a pena foi reduzida para 13 anos e seis meses.

A redução da pena ocorreu porque o desembargador Clayton Camargo entendeu que Margareth não tinha a intenção de envenenar as outras três vítimas. Na decisão, publicada na quarta-feira, 29 de novembro, ele afirma:

Entenda o crime

Margareth era conhecida da família da menina e havia sido contratada para organizar o aniversário de 15 anos da adolescente em Curitiba, produzindo o bolo, os docinhos e salgados, além da decoração. Para isso, havia recebido de forma parcelada cerca de R$ 7.500. Ela alegou ter usado todo o dinheiro, acreditando que poderia repor o valor com outros trabalhos, o que não aconteceu.

Margareth confessou que decidiu colocar veneno de rato numa amostra de doces e enviar à aniversariante, com o intuito de deixá-la doente e, com isso, adiar a festa. Assim, ela ganharia tempo para recuperar o dinheiro. Outros três amigos da garota experimentaram os bombons e também acabaram sendo internados. Para a Justiça, as circunstâncias do envenenamento caracterizaram tentativas de homicídio. A menina chegou a ter duas paradas cardíacas e ficou oito dias internada na UTI. Ela se recuperou e conseguiu comemorar o aniversário.

Na época, a doceira teria agredido o marido com um rolo de macarrão, para que ele não a denunciasse.Ele foi internado com traumatismo craniano  e passou duas semanas no hospital. Ela ficou 11 dias foragida e foi encontrada em Barra Velha.

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