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O julgamento histórico para política no Brasil

Amanhã acontece o julgamento do ex-presidente Lula, os olhos do Brasil estarão lançados para o Sul, e até as forças armadas foram acionadas. Em Paranaguá, seja pela militância (herança do dinheiro da lava jato), seja pela presença sindical, muitos receberam convites para conhecer Porto Alegre, “de graça”, e ainda ganhar uma camiseta, lanche e uns trocados. Não se iluda. Alguém está pagando essa conta, a camiseta vermelha estampada “CUT” ou “MST” foi paga por alguém. Porto Alegre será um campo de guerra, e ficará sitiada. Militares de um lado e “manifestantes” de outro, num circo de horrores com tragédia anunciada: confronto. O resultado será o balanço dos feridos e a escolha dos algozes. As redes sociais elegerão os monstros e as vítimas. Claro que, quem chorar ou sangrar parecerá vítima. Mas será mesmo que isso não pode ser evitado? Num dia quente de verão, praças e ruas lotadas, tentarão invadir o tribunal. A Polícia, precisará manter a ordem, as pessoas da linha de frente investirão contra a barreira policial, e aí, quem que será vítima? A mesma coisa acontecerá com o ilustre ex presidente, ao chorar a “decisão do carrasco”. Sem fazer qualquer juízo de valor sobre o processo, nem mesmo sobre as manifestações populares, posso considerar que a base da democracia é a soberania popular. Contudo, importa lembrar que essa soberania é exercida pelo voto e não pela pressão ou interferência ao judiciário. As Instituições devem ser isentas. Se não houver isenção, não há confiança, e sem confiança a democracia não se sustenta. Se cada juiz receber à porta manifestantes em cada julgamento que fizer, como ficarão as sentenças? O juiz é de carne e osso, tem família e também teme pelos seus. Sem falar na pressão da mídia, as redes sociais e notícias difamatórias abalam até mesmo os “inabaláveis”. O judiciário deve se nortear exclusivamente pelos autos processuais, com total isenção, e nunca por pressão de massa de manobra, financiada. A “manifestação” organizada contra o judiciário, será financiada certamente por dinheiro de corrupção, impondo assim outra conta à sociedade, a da impunidade. A única certeza que temos, é de que alguém pagará essa conta.

Por Paulinho Oliveira

Paulinho Oliveira é cientista político, administrador de empresas, bacharelando em Direito, empresário, secretário municipal de saúde e prevenção da prefeitura de Paranaguá, e presidente estadual da juventude do PODEMOS no Paraná.

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