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Saiba o que fazer para não perder as crianças na praia

 

 

Com o maior número de veranistas nas praias do Paraná neste verão, aumentaram também o número de crianças perdidas nas faixas de areia do Litoral. Se na última temporada o número era de, em média, 11 crianças por dia que se perdiam dos pais ou responsáveis, nos primeiros 15 dias desta temporada a média saltou para 19. Desde o dia 21 de dezembro, quando teve início a Operação Verão, foram 265 casos.

Apesar das campanhas e das instruções recorrentes para que os pais mantenham a atenção aos pequenos e que os identifiquem com as pulseirinhas fornecidas pelo Corpo de Bombeiros, Guarda-vidas e policiais militares, esse número só tem crescido. De acordo com o último levantamento da Polícia Militar, O Litoral recebe 30% a mais veranistas neste ano em relação à última temporada, número que surpreendeu as autoridades e elevou praticamente todas as estatísticas, desde orientações e salvamentos no mar até o desaparecimento temporário de crianças.

Quando uma criança se perde dos pais, é comum que os próprios veranistas tentem promover o reencontro. Palmas, assovios e anúncios em voz alta dos nomes dos pais ou responsáveis, ou mesmo das crianças, são comuns de se ouvir nas faixas de praias do estado. A reportagem presenciou uma dessas tentativas de reencontro, quando um menino, de quatro anos, estava perdido e foi conduzido pela policial militar Débora Pinheiro pela orla de Matinhos até que seus pais fossem encontrados. Ele estava sem a pulseirinha de identificação.

Mas a solidariedade entre os banhistas não é a única forma de se remediar a situação. O Corpo de Bombeiros, que atua em 89 postos de guarda-vidas ao longo dos 48 quilômetros de orla marítima no estado, distribui de maneira gratuita as pulseiras de identificação a pais e responsáveis que estão com crianças na praia. A orientação do órgão é que, assim que chegarem à praia, os parentes procurem um guarda-vidas, ou uma unidade da Polícia Militar, e retirem uma pulseirinha para cada criança.

É importante, de acordo com os bombeiros, que seja feito o preenchimento de maneira correta, com nome dos responsáveis e telefone de contato, o que facilita na localização dos adultos. E quando alguém avistar uma criança desaparecida, a recomendação é que a leve até um posto de guarda-vidas ou da Polícia Militar.

Já de acordo com o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas da Polícia Civil (Sicride), algumas recomendações podem prevenir o desaparecimento temporário ou ajudar na solução do caso. Além de colocar a pulseirinha, com o nome da criança e dos pais, endereço do local onde a família está no Litoral e um telefone, também é importante não descuidar das crianças em hipótese alguma, combinar com ela um ponto de referência fixo, como prédios, placas ou estabelecimentos comerciais, e não deixar que fiquem sob vigilância de pessoas desconhecidas, mesmo por um período curto de tempo. Outras medidas são orientar as crianças a não se afastarem dos pais ou responsáveis e ensinar que quando se perderem, elas devem procurar uma viatura policial, um policial fardado ou um guarda-vidas para pedir ajuda.

Caso os pais percebam que a criança está perdida, é preciso pedir imediatamente ajuda para as pessoas ao redor e acionar a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros.

Cleomar Diesel Fonte gazeta do povo

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