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Surto de mariposas chega a Pontal do Paraná

 

 

(CD)

O surto de alergias provocadas por mariposas, até então concentrado em Paranaguá, no Litoral, chegou a Pontal do Paraná, um dos principais destinos de praia do estado. De acordo com a prefeitura do município, cerca de 400 moradores já buscaram ajuda médica para tratar as irritações de pele causada pela escama do inseto, que atingiu o ápice de proliferação na última semana.

Nos municípios de Guaratuba,Matinhos e Antonina, que também estão na rota do veraneio, não há casos registrados até agora, mas as administrações das  cidades garantem que já trabalham em ações de orientação à população e aos turistas.

A assessoria de imprensa de Pontal do Paraná relatou que, nesta semana, as duas unidades de saúde 24 horas e as unidades básicas de saúde da cidade foram alvo de um mutirão de limpeza para retirar focos das mariposas. É que, segundo a pasta, algumas pessoas chegaram a contrair alergia nestas unidades por causa da grande quantidade de mariposa ao redor desses locais.

 

Surto

O surto de mariposas da espécie Hylesia nigricans não é atípica no Litoral, garante o professor do departamento de Zoologia da UFPR, Olaf Mielke. Segundo ele, a chegada do calor propicia a proliferação destas mariposas, que pode botar cerca de cem ovos por vez.

“O problema que a gente está vendo é uma superpopulação. A fêmea põe uns cem ovos a cada vez e, não tendo predador, se esses cem ovos vingam, temos essa superpopulação”, explica o docente, especialista em borboletas.

Mielke explica que as mariposas relacionadas a este surto entram nas casas principalmente porque são atraídas pelas lâmpadas luzes brancas, como as de vapor de mercúrio, por exemplo. Lâmpadas de luzes mais amareladas tendem a afastar estes insetos.

No caso da espécie Hylesia nigricans, são as fêmeas que soltam as escamas que provocam alergia. De acordo com o professor, isso acontece porque as escamas servem naturalmente para proteger os ovos de possíveis predadores.

“O bicho entra num ambiente totalmente artificial, com uma luz que de natural não tem nada, aí ela bate na própria lâmpada ou nas paredes e solta as escamas”, explica o professor, que afirma não haver impedimentos para que os insetos migrem em novos surtos para outras cidades do Litoral.

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