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Temer articula “sprint” para aprovar Previdência, mas analistas estão reticentes quanto a sucesso

 

(CD)

O presidente Michel Temer decidiu assumir pessoalmente as articulações para aprovar o novo texto da reforma da Previdência ainda este ano e terá uma série de reuniões decisivas nos próximos dias a fim de conquistar os apoios necessários para votar a proposta na Câmara dos Deputados.

No sábado, Temer vai se reunir com o governador de São Paulo e provável futuro presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, para tratar do apoio dos tucanos à matéria. No dia seguinte, o presidente será o principal convidado de um jantar, a ser promovido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com líderes e presidentes de partidos em busca de apoios.

Por ora, segundo uma fonte governista, a ordem é publicamente afirmar que vai manter a votação em primeiro turno para a próxima semana e dizer que não vai haver novas concessões para passar o texto, conforme reafirmou ontem (30),o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Mas já há quem defenda mudanças, desde que não se mexam no eixo da versão enxuta, para angariar apoios.

Três analistas entrevistas pela Reuters, entretanto, estão reticentes quanto a possibilidade de sucesso na aprovação da reforma na Câmara ainda em 2017. Eles contabilizam a probabilidade de a proposta passar pelos deputados entre 10 a 40 por cento, mesmo diante da mobilização que o governo está fazendo na reta final do debate da proposta.

De maneira geral, a avaliação é que o governo passou boa parte do ano trabalhando na defesa de Temer das duas denúncias feitas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o que encurtou o tempo de apreciação da reforma.

“TIMING PERDIDO”

A proposta, dizem, ainda é vista como impopular pelos parlamentares que, em sua maioria, vão concorrer a cargos eletivos no próximo ano e não querem endossá-la. O governo, apesar dos ajustes, ainda não conseguiu convencer a sua base com a nova estratégia de comunicação.

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