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Ano Novo Chinês começa Hoje sem Festas Públicas

A posição dos 12 animais teria sido definida de acordo com a ordem do encontro com Buda. São eles: rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cachorro e porco.

Diferentemente do calendário ocidental, que é organizado pelo movimento de translação da Terra e, por isso, possui 365 dias, o calendário chinês é lunissolar, ou seja, é organizado de acordo com as fases da lua e a posição do Sol.

Por esse motivo, não há uma data fixa para o início do ano chinês; o seu início acontece entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro, em decorrência do surgimento da primeira lua nova.

Em 2020 o início do ano ocorre em 25 de janeiro, quando começa o Ano do Rato, cujo término acontece em 11 de fevereiro de 2021.

Normalmente é um dia de festa, com tambores e dragões. Mas este ano, com o surgimento de um novo vírus, Pequim se transformou em uma cidade fantasma durante o Ano Novo chinês.

Os dois grandes parques da capital, que no último ano acolheram os 1,4 milhões de visitantes para as comemorações, mantiveram as suas portas fechadas neste sábado, data que marca o início do Ano do Rato, o primeiro dos doze signos do zodíaco chinês.

Para reduzir o risco de contágio, as autoridades optaram por cancelar as festividades. Diferentemente dos anos anteriores, neste ano não há orquestras com tambores para assustar os maus espíritos ao fazer o maior ruído possível.

“Não parece que estamos no Ano Novo”, lamenta Li, de 21 anos, diante das portas fechadas do Templo dos Lamas, onde os budistas fervorosos formam filas ao amanhecer para ser os primeiros a queimar incensos no primeiro dia do ano.

Na porta do templo, que tem um buda gigante na entrada, um aviso explica que o local permanecerá fechado até que o risco d contágio diminua, visando “proteger a saúde dos religiosos e dos monjes”.

No último ano, mais de 80 mil pessoas vieram ao templo para comemorar o início de um novo ano. Desta vez, guardas uniformizados e com os rostos cobertos por máscaras protetoras convidam os trauseuntes a deixar o local.

Pequim está situada a mais de mil quilômetros de Wuhan, o epicentro da epidemia que já infectou cerca de 1.300 pessoas desde dezembro e registrou 41 mortes. Desde a última quinta-feira (23), Wuhan e os seus arredores estão isolados do mundo.

Depois de ignorar a epidemia por semanas, os chineses finalmente parecem ter percebido a gravidade da situação após o alerta do presidente Xi Jinping na última segunda-feira quanto a deter “efetivamente” o vírus.

Guardas vigiam a entrada para a Cidade Proibida, na China, local de grande fluxo turístico, usando máscaras para proteção contra o vírus que surgiu no país – AFP