Início Litoral

Batalhão do litoral usará barcos apreendidos de traficantes em Guaratuba

O objetivo preambular deste novo tipo de policiamento será a realização do combate às drogas.

O 9° BPM deu início a um novo programa de policiamento denominado Patrulha Costeira. O projeto inicial aconteceu na cidade de Paranaguá, município com tradição na arte da navegação, e tem por finalidade promover a capacitação e a habilitação de militares estaduais, voluntários, no policiamento tático marítimo embarcado. Esses profissionais, após passarem por um período de treinamento, serão testados e selecionados para conduzir e compor equipes de policiamento marítimo e costeiro.

O processo de capacitação dos Pms conta com a importantíssima participação da Capitania dos Portos do Paraná, honorável órgão integrante da Marinha do Brasil. Há de se ressaltar, também, que essa iniciativa só se tornou possível graças ao empenho e a disposição do Poder Judiciário que, através de uma apreensão recente no município de Guaratuba, de grande quantidade de cocaína, onde eram utilizadas embarcações por criminosos, disponibilizou a utilização destas para a PMPR engenhar, e colocar em prática, o referido projeto.

O policiamento marítimo e costeiro é uma aspiração antiga do 9° Batalhão de Polícia Militar. No ano de 2007, inclusive, chegou-se a cogitar um convênio entre o 9° BPM, através da sua extinta Companhia de Polícia Portuária, e o Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM) da Polícia Federal, contudo, a ideia não se concretizou por motivos burocráticos.

A Patrulha Costeira chega num momento da história nacional, em que se acirra, como nunca antes havia acontecido, o combate do Estado ao crime organizado. O objetivo preambular deste novo tipo de policiamento será a realização do combate às drogas, o policiamento ostensivo e comunitário, e a aproximação com as comunidades das ilhas antes mais isoladas. De Superagui à Guaratuba, serão beneficiadas diversas ilhas e áreas costeiras do Litoral Paranaense, tirando de circulação indivíduos que persistem em continuar agindo à margem da lei.

O projeto buscará estabelecer o convívio saudável, pacífico e fraterno, a ordem pública, entre a nossa população nativa e os turistas, além dos trabalhadores que circulam no litoral paranaense.