Início Litoral

Caso das Câmeras: vereadora de Guaratuba vazou imagens para a imprensa

Após a divulgação da exoneração de quatro servidores públicos por usarem o sistema de monitoramento por câmeras de segurança para observar mulheres na orla do município, uma nova sindicância será aberta para apurar a participação de servidores que vazaram o material para a imprensa.

Segundo depoimento de servidores e da Vereadora Professora Paulina (PT), as imagens foram repassadas, a pedido da mesma, por dois servidores. A camarista teria divulgado as imagens, sem cortes, para a imprensa, em flagrante desrespeito à Constituição Federal e ao Estatuto da Criança e do Adolescente, já que os arquivos continham imagens de menores de idade.

Em depoimento, a vereadora assumiu ter entregue à imprensa os vídeos extraídos da Secretaria Municipal de Segurança Pública. De acordo com a Procuradoria, a conduta esperada de um parlamentar nesse caso, seria o repasse aos órgãos responsáveis. A Procuradoria afirma, ainda, que se a vereadora não se sentisse confortável em entregar aos órgãos municipais, o caso deveria ser repassado ao Ministério Público ou ao delegado.

Nesta seara, ressalta a “irresponsabilidade” na divulgação das imagens. Uma adolescente, que teve sua imagem exposta, afirmou que Paulina esteve na sua casa, com a imprensa, batendo em sua porta e insistindo para que fosse entrevistada. A jovem se sentiu pressionada com os fatos, ficando escondida por alguns dias na casa da patroa da mãe.

Outra adolescente, ainda, ingressou com uma ação judicial para reparação de danos morais.

A Prefeitura de Guaratuba enviou um ofício para a Câmara de Vereadores, visando apuração averiguar da conduta de Paulina.

No ofício, a Administração declara que a vereadora “praticou ato irregular grave, usando sua posição como vereadora, no exercício de suas funções, infringindo uma regra de conduta. O texto afirma, ainda, que a solicitação por parte da vereadora não pode ser confundida com a denúncia como cidadã, visto que, Paulina sempre foi apresentada pelos órgãos de imprensa como vereadora.”

Resta a seus pares a análise da existência ou não de quebra de decoro.

Nossa redação entrou em contato com a vereadora Paulina Muniz, mas não teve respostas. A equipe continua acompanhando os desdobramentos do caso.