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Com dois votos contra liberdade a Lula, Gilmar Mendes pede vista e deixa decisão para 2019

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Um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes adiou para o ano que vem o julgamento do habeas corpus em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal. Mendes pediu vista do processo depois de o relator do caso, ministro Edson Fachin, e a ministra Carmén Lúcia já terem votado contra o recurso do ex-presidente, que pede a anulação da condenação de Lula a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex do Guarujá por suspeição do juiz federal Sergio Moro, que proferiu a sentença em primeira instância.

Para a defesa de Lula, ao aceitar o cargo de ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Moro teria deixado evidências de que agiu politicamente ao condenar Lula, já que uma das consequências da condenação do ex-presidente foi sua inelegibilidade para a disputa contra Bolsonaro pela presidência da República. Ao pedir vista, Gilmar Mendes informou que pretende apresentar seu voto numa das primeiras sessões de 2019. Além de Mendes, Fachin e Lúcia, outros dois ministros formam a 2ª turma e ainda não votaram: Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Antes do início do julgamento do habeas corpus em pauta, a turma, por 3 votos a 2, negou dois pedidos da defesa do ex-presidente: o primeiro pedia, justamente, o adiamento do julgamento, sob o argumento de que um novo recurso, com novos elementos, havia sido impetrado, podendo ser analisado em conjunto. Na outra petição negada, a defesa pedia para que os dois habeas corpus fossem julgados pelo plenário do STF e não pela turma.