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Governo federal quer cortar 70% do seguro defeso

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O seguro defeso é concedido aos pescadores artesanais na época de reprodução dos peixes, quando a pesca fica proibida para a preservação das espécies.

O dinheiro ajuda muito no sustento durante o período parada, como o afirma o pescador aposentado José Leocádio da Silva que criou quatro filhos com a pesca.  Para ele, o dinheiro ajudava a pagar as contas enquanto não podia pescar.

A partir de junho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fará um recadastramento dos pescadores artesanais e um cruzamento de dados com todas as bases do governo federal para verificar quem recebe indevidamente o seguro defeso para conter fraudes que somam R$ 3 bilhões, pois 70% do total é pago indevidamente. Para evitar problemas com a Justiça, as pessoas inscritas e que não praticam mais a atividade de pescador artesanal deverão fazer o seu descadastramento.

A desistência do recebimento do benefício pode ser feita no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a partir da desta segunda-feira (13), pelo número de telefone 135. Já para retirar o nome do Registro Geral de Atividade Pesqueira (RPG), o caminho é procurar a colônia de pescadores onde foi feita a inscrição ou a superintendência regional. Como explica o Secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif.

Alguns pescadores reclamam de cortes no pagamento. Como é o caso do seu Luiz Carlos Alvez, que pesca desde os 8 anos de idade. Ele conta que parou de receber o seguro ano passado e que o dinheiro faz muita falta.

Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Z7 de Guaratuba, Álvaro Cunha, eles estão recorrendo para conseguir o seguro para os que perderam.