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KFC chega a shoppings de Curitiba; saiba onde encontrar o famoso frango frito!

Após um ano de atraso e muita expectativa, o KFC anunciou que irá inaugurar as lojas de Curitiba até novembro deste ano nos shoppings Palladium, Mueller e Estação. A demora para iniciar a operação na cidade se deu por causa de uma mudança do franqueado local e alterações nos planos de expansão da marca, conforme revelado pelo diretor-geral do KFC no Brasil, Ildefonso de Castro Deus.

A previsão inicial era de que as primeiras lojas do KFC em Curitiba abririam as portas em dezembro do ano passado nos mesmos shoppings de agora — e abrangeriam ainda o Shopping Curitiba. No entanto, este último acabou descartado após a reformulação dos planos da rede neste primeiro momento. Segundo Ildefonso de Castro Deus, diretor geral do KFC no Brasil, o antigo franqueado acabou não atendendo às expectativas da marca, e as operações em Curitiba foram colocadas em espera.

“Quando vimos que ele não conseguiria cumprir o contrato por inteiro, preferimos segurar a abertura das lojas e sair em busca de um novo operador em Curitiba. Foi melhor assim, senão o KFC poderia abrir comprometendo a qualidade”, explicou. Isso aconteceu em um período de dois meses – de outubro a dezembro do ano passado – entre o anúncio da abertura e a primeira previsão de início das operações.

Neste meio tempo, um dos franqueados locais das escolas de inglês Wizard (que fazia parte do mesmo grupo que detém a marca KFC no Brasil) se mostrou interessado em operar as lojas de Curitiba. O casal Edgar e Débora Grossi foram escolhidos pela capacidade financeira e dedicação, segundo o diretor-geral do KFC. O casal é o segundo maior franqueado da Wizard do Brasil.

“Eu conhecia a marca nos Estados Unidos e a própria história da família Martins. Numa festa de aniversário em São Paulo começamos a conversar. A proposta foi para análise na sede do KFC e voltou aprovada há cerca de quatro meses. Passamos por um intenso treinamento nas próprias lojas brasileiras da rede e estamos prontos para começar a operar”, relembrou Edgar Grossi.

Além das três lojas em Curitiba que abrem as portas até o fim do ano, o casal Grossi deve operar também as futuras aberturas no estado – já está de olho em pontos no ParkShoppingBarigüi e no shopping Jockey Plaza. O KFC também planeja abrir lojas de rua com drive thru e serviço de delivery na capital paranaense, dependendo da aceitação da marca pelos curitibanos.

Expansão

O interior do Paraná também deve ganhar unidades do KFC, mas ainda não há previsão de datas. O diretor geral afirma que a escolha pelo mesmo operador de Curitiba se deve à estratégia nacional de expansão da marca, com foco em poucos franqueados muita capilaridade de lojas.

“Com exceção de São Paulo e Porto Alegre, onde as lojas são próprias do KFC, a operação nos outros estados será com apenas alguns operadores, para podermos manter o controle e a qualidade sem pulverizar demais as gestões”, explica Castro Deus. Até o fim de 2019 serão abertas mais 35 lojas em Belo Horizonte, interior de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, somando às já existentes 43 operações (20 próprias e 23 franqueadas) em oito estados.

Em 2020, serão abertas mais 60 lojas espalhadas entre o Nordeste e o Sul do país, chegando a mais de 500 operações até 2027 entre shoppings centers e pontos de rua. Ele destaca que, apesar das incertezas da economia, o mundo está de olho no público consumidor do Brasil.

“O KFC cresceu 35% no Brasil só no ano passado, e em 2019 já chegamos a 50% até agosto. A nossa expectativa é muito grande com o país”, analisa. Cada loja de shopping no sistema de franquia custa a partir de R$ 2 milhões, dependendo do tamanho da operação. Só para as três que abrirão em Curitiba, o investimento é de cerca de R$ 7,5 milhões segundo Grossi.

O que esperar do KFC

O cardápio das lojas do KFC em Curitiba será o mesmo das outras operações brasileiras, com os baldes de frango frito como carro-chefe em duas versões: a Crocante e a Receita Secreta original (com casquinha mais fina e temperada).

O empanado do KFC é feito com uma combinação de 11 ingredientes criada pelo fundador Coronel Sanders em 1952, que envolve tirinhas de peito de frango ou pedaços acompanhados por molhos variados como barbecue, maionese temperada e da casa (R$ 27 a R$ 47, dependendo do tamanho do balde).

Também serão servidos milkshakes, sobremesas e sanduíches que levam um filé inteiro de frango empanado com diversas combinações, como salada de alface com tomate, queijo catupiry ou cheddar, entre outros. Há ainda o Big Box, um combo com sanduíche, dois pedaços ou duas tirinhas de frango, batatas fritas e refrigerante.

O frango servido no KFC é preparado por uma divisão própria da BRF, detentora de marcas como Sadia e Perdigão, que o processa em nove cortes seguindo uma metodologia própria da marca.

5 minutos de espera

O diretor geral da marca diz que o tempo máximo de espera entre entrar na fila e receber o pedido é de cinco minutos e o ticket médio de R$ 32. As lojas de Curitiba terão os sistemas de totens eletrônicos para fazer o pedido e o ‘papa fila’, em que atendentes munidos de tablets registram o pedido do cliente na fila para adiantar o andamento.

“Garantimos que o atendimento é rápido mesmo, há até auditores da rede que chegam nos horários mais movimentados para cronometrar o tempo”, conta. O tempo de preparo também é contado: o tempo máximo que o frango pode ficar na estufa até ser servido é de 40 minutos.

“É uma operação muito complexa que seguimos até servir, por isso que não quisemos abrir as lojas de Curitiba antes de estar tudo exatamente pronto”, finaliza Castro Cruz. As lojas dos shoppings também devem operar serviço de delivery a partir do início de 2020.