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Klabin vence leilão do terminal de celulose do Porto de Paranaguá

A Klabin S/A, maior produtora e exportadora de papéis do País, arrematou o espaço por 1 milhão de reais.

O terminal destinado à movimentação de carga geral, em especial celulose, do Porto de Paranaguá, no Litoral do Paraná, foi leiloado nesta terça-feira, em um pregão na Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo. A Klabin S/A, maior produtora e exportadora de papéis do País, arrematou o espaço por 1 milhão de reais, com a obrigação de fazer um investimento na ordem de 87 milhões de reais no local, além de pagamentos ordinários mensais pela ocupação. O leilão foi promovido pelo Ministério da Infraestrutura por meio do PPI, o Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal. O prazo de arrendamento é de 25 anos.

O governador Ratinho Junior lembrou que o Porto de Paranaguá passa por um grande processo de expansão, onde foram investidos 200 milhões de reais no terminal de embarque de grãos, ampliando a capacidade do local em 40%. Já o Terminal de Contêineres de Paranaguá investiu cerca de 550 milhões de reais na ampliação da capacidade de movimentação, que deve passar dos atuais um milhão e meio de contêineres para dois milhões e meio de unidades ao ano.

O terminal leiloado para a Klabin tem mais de 27 mil e 500 metros quadrados com conexões viárias e ferroviárias e, após os investimentos, ele pode chegar a capacidade de movimentar 1 milhão e 200 mil toneladas por ano. A estimativa é de que a nova área do armazém destine 15 mil metros quadrados para a armazenagem e 6 mil e 600 metros quadrados para a alocação dos ramais ferroviários, sem mencionar a área destinada às manobras das empilhadeiras.

A Klabin confirmou neste ano um investimento de 9 bilhões e 100 milhões de reais na ampliação da fábrica de Ortigueira, nos Campos Gerais. Serão instaladas duas máquinas com capacidade de produção de 920 mil toneladas por ano do papel que é usado no miolo da chapa de papelão. A construção da nova planta vai abrir 11 mil postos de trabalho na Região e a estimativa é começar as atividades da nova planta em 2021. O armazém construído pela empresa no Porto de Paranaguá deve ser projetado para acomodar novos ramais ferroviários para descarga e permitir a transferência de fardos para caminhões, até o berço, para o carregamento dos navios.

Essas operações vão contar com equipamentos como guindastes e empilhadeiras e a ideia é que essa armazenagem seja feita através da construção de uma ponte rolante para facilitar o transbordo da carga. O objetivo do projeto é atender a produção de papel no Paraná e em Santa Catarina, exportados principalmente para a China, e a cadeia logística da produção de celulose da fábrica da Klabin em Ortigueira, uma das maiores do mundo.

Após a etapa da licitação e a compra da área, entra a fase de obtenção das licenças e a construção do novo armazém pela empresa ganhadora. A previsão é de que as operações comecem até 2022. Este foi o último leilão de arrendamento de áreas portuárias feito pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, nos Portos do Paraná. Com a gestão descentralizada, a administração dos contratos de exploração dos portos organizados e os novos arrendamentos das instalações passam a ser controlados pela própria empresa pública.