Início Economia

Movimento popular quer o retorno do trem de turismo a Morretes e Paranaguá

Uma luta diária é como resumem os comerciantes e autoridades de Morretes e Parnaguá que estão implementando uma série de medidas para a volta do trem de passageiros a Paranaguá.

Entre os grupos que tentam tornar realidade o retorno do trem de turismo está a “Confederação Intermunicipal de Luta pela Volta do Trem” (CoinTrem), fundada há cerca de seis meses. A diretora executiva da entidade, Sonia Regina Carzino, é incassável defensora da volta do trem não só para o turismo, mas como uma alternativa de transporte.”A utilização do trem de passageiros pode gerar uma produção turística importante, mas o apoio da comunidade é fundamental”.disse

Outro movimento que vem se mobilizando é o “Luta pelo Retorno do Trem de Passageiros a Paranaguá”. A partir de outubro, o empresário  José Reis quer levar o abaixo-assinado para todas as cidades do litoral. A expectativa é alcançar  quinze mil assinaturas, formar uma ação Pública e, em seguida, encaminhar o documento à Controladoria Geral da União

Por outro lado a Serra Verde Express, empresa responsável pela linha turística, o trem de passageiros parou de seguir até Paranaguá em função dos atrasos no trecho dentro da cidade. Segundo a empresa, na área urbana há diversas passagens de níveis que precisam de cancelas e trechos da via que necessitam de manutenção. Em nota, a Serra Verde informou que foram convocadas várias audiências com a Agência Nacional de Transportes Terrestres para a resolução dessas questões, mas sem sucesso.

De acordo com a empresa, o sucateamento da Estação é mais um entrave. A Serra Verde alega que chegou a realizar duas reformas com recursos próprios, mesmo com a Estação pertencendo ao município, mas a falta de conservação chegou ao ponto de fazer com que os passageiros tivessem que utilizar uma área anexa à Estação pelo risco de desabamento. As obras de revitalização da estação ferroviária em Paranaguá iniciaram em 2017 e estão paralisadas.

A empresa contratada pela prefeitura abandonou o serviço de forma unilateral. O contrato foi cancelado e deverá ser motivo de processo judicial pela Prefeitura. A administração municipal pretende reiniciar o projeto de restauração e lançar edital para um novo processo licitatório.