Início Saúde

Operação Verão Maior conta com atendimento noturno pelo BPMOA

Foto: BPMOA

A equipe do BPMOA, vem realizando atendimento noturno nesta temporada 2019/2020, durante as ocorrências e patrulhamento. O voo noturno é essencial para o serviço de emergência, visto que não existe hora certa para a ocorrência que necessite de intervenção de equipe especializada. Porém por conta das peculiaridades meteorológicas, e limitação estrutural quanto a logística envolvendo locais para pouso homologado noturno nos locais de operação e, até mesmo nas referências hospitalares ou de embarque das vitimas, a operação necessita de muito planejamento e mitigação de riscos para poder ser operacionalizada.

Todos os fatores adversos devem ser analisados com base em um estudo da seção de segurança de voo e operações, além é claro de treinamento constante e técnicas para adaptação da fisiologia de voo noturno, que abrange entendimento sobre limitações visuais, mudança da perspectiva de profundidade e equilíbrio quando se muda a referência limitando a visão, até mesmo a implementação de visualizações diferenciadas no monitoramento de instrumentos via Cross check, que em voo diurno são diferenciados, assim como um controle rígido quanto a fadiga, para diminuir as chances de erro humano na missão.

Fazer um planejamento, nesse caso, envolve a criação de uma carta padronizada de procedimentos aeronáuticos, contendo um estudo minucioso dos obstáculos na rota pré definida, com pontos de balizamento vertical compulsórios e visuais e determinação de locais únicos para pouso, ou seja, quando acontecer alguma ocorrência em Guaratuba, inicialmente a ambulância vai até o local, realiza o primeiro atendimento, identifica a gravidade e transporta para o local de pouso pré definido e conhecido pela a tripulação, já treinada tanto para operação de dia como a noite.

Isso é diferente dos vôos diurnos, no qual a aeronave tem condições de pouso em área restrita (terreno, rua, esquina próximo ao local ou outra área que tenha dimensões adequadas para pouso), uma vez que é montado um procedimento padrão para atuação, que depende do engajamento tanto das pessoas em solo como das tripulações de voo envolvidas na missão.

A expectativa é de que seja criado uma cultura operacional que viabilize esse planejamento com maior estrutura para uma maior frequência dessas operações, e claro viabilizando operações até com equipamentos mais modernos que operem por instrumentos, com possibilidade de duplicação de potência e parâmetros, evoluindo a operação e aumentando a disponibilidade lado a lado com a segurança, que é a prioridade para missões de Urgência como resgates e remoções aeromedicas de gravidade. Quem ganha é o paciente e consequentemente o sistema, pois quanto mais rápido for o atendimento, menor será a complicação intra-hospitalar e consequentemente o tempo no leito e na reabilitação.