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Paraná continua com as praias mais limpas do país; confira o comparativo com SP e SC

Dados divulgados semanalmente pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aponta apenas Ponta da Pita, em Antonina, como local impróprio para banho no litoral. São analisados 13 pontos em Guaratuba, 14 em Matinhos, 11 em Pontal do Paraná, seis na Ilha do Mel, três em Morretes e dois em Antonina.

Dos 49 locais analisados no estado, 48 são próprios para o banho. Nos estados que fazem fronteira com o Paraná os números são bem mais preocupantes. Santa Catarina tem 72% de balneabilidade. Uma das praias mais badaladas do país, Balneário Camboriú, por exemplo, teve toda sua Praia Central inapropriada.

Foto: NSC

Com 33% de locais propícios, São Paulo tem uma situação mais alarmante. Cidades como Praia Grande e Santos não apresentam nenhum local classificado como bom.

Foto: Divulgação

O que é Balneabilidade ?

Balneabilidade é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, sendo este entendido como um contato direto e prolongado com a água (natação, mergulho, esqui-aquático, etc), onde a possibilidade de ingerir quantidades apreciáveis de água é elevada.

Para sua avaliação é necessário o estabelecimento de critérios objetivos. Estes critérios devem se basear em indicadores a serem monitorados e seus valores confrontados com padrões pré estabelecidos, para que se possa identificar se as condições de balneabilidade em um determinado local são favoráveis ou não.

O parâmetro indicador básico para a classificação das praias quanto a sua balneabilidade em termos sanitários é a densidade de coliformes fecais (bactéria presente em fezes humanas e de animais, que indicam a presença de esgoto não tratado).

De maneira geral, o que determina a contaminação das praias e rios é a falta de saneamento básico e de um sistema de drenagem adequado. Quando os responsáveis (governos estadual e municipal, empreendedores e cidadãos) não cumprem seu papel, parte do esgoto e lixo gerados pelos moradores e veranistas segue diretamente para as galerias de águas pluviais, canais e rios, até alcançar as águas do mar.

As doenças mais comuns são gastroenterite, diarreia, doenças de pele e infecções nos olhos, ouvidos e garganta. Doenças mais graves também podem ser transmitidas por meio da água, como hepatite A, cólera e febre tifoide.