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Paraná fará a gestão da obra da segunda ponte entre Brasil e Paraguai

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (12) que o Paraná vai fazer a gestão das obras de construção da segunda ponte entre Brasil e Paraguai, que será construída em Foz do Iguaçu. O anúncio foi feito após encontro com os presidentes Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez, em Brasília.

Segundo Ratinho Junior, os dois países fecharam um acordo para a realização da obra que irá desafogar o tráfego pesado que hoje utiliza a Ponte da Amizade para cruzar a fronteira.“O governo federal está delegando ao Paraná a gestão da obra”, afirmou o governador, ressaltando que a decisão foi dos dois presidentes, após pedido de delegação feito pelo Estado. A segunda ponte será construída sobre o rio Paraná na região do bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu. No lado paraguaio, a obra vai alcançar o município de Presidente Franco, vizinho a Cidade de Leste, onde está a Ponte Internacional da Amizade. Com a obra, todo o transporte de cargas será feito pela nova passagem, e a atual vai atender somente turistas e passageiros.

A Ponte da Amizade, construída em 1965, é o principal corredor logístico entre Brasil e Paraguai e está sobrecarregada. Além das pessoas que circulam entre Foz e Cidade de Leste, ela também concentra o trânsito de caminhões. Além da segunda ponte, o projeto inclui a construção de uma ligação entre a Rodovia das Cataratas e a BR-277 pela Perimetral Leste, por onde também trafegarão os veículos pesados que circulam entre Brasil e Argentina.O acordo entre Bolsonaro e Mario Benítez inclui outra ponte, ligando o município de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, sobre o rio Paraguai. A previsão é de que as obras durem cerca de três anos.

A ligação entre Foz do Iguaçu a Presidente Franco foi licitada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), em 2014. O projeto, no entanto, não teve continuidade e agora será retomado com recursos de Itaipu. A obra tem custo previsto de R$ 302,5 milhões (considerando estrutura e desapropriações), além de R$ 104 milhões para a construção de uma perimetral no lado brasileiro. O projeto do DNIT previa uma ponte estaiada de 760 metros de extensão, com duas torres de sustentação de 120 metros de altura, acostamento e calçada. A perimetral de 15 quilômetros tem custo estimado de R$ 104 milhões, que contempla os custos do projeto, desapropriações, construção de quatro viadutos e duas aduanas (uma na cabeceira da nova ponte e outra na fronteira com a Argentina).