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Paraná volta a realizar transplante pediátrico de fígado

Foto: Marieli Prestes

O pequeno Mathias Fernandez Baião Wagner, de um ano e dois meses e diagnosticado com problemas no fígado desde seus primeiros dias, foi a primeira criança a receber a cirurgia de transplante pediátrico de fígado, realizado no Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O transplante, realizado em crianças com menos de cinco anos de idade, não era realizado no estado desde 2015. O procedimento foi realizado no dia 27 de janeiro e o pai de Mathias, Vitor Fernando Wagner, cedeu um pedaço de seu fígado para o filho. “É o papel do pai, a gente sempre quer ver o filho melhor e aí faz de tudo”, disse o pai.

Reconhecido mundialmente como referência em doações e transplantes de órgãos, no último ano, o estado registrou 884 transplantes de órgãos e 869 de córneas, totalizando 1.753 transplantes, além de 497 doações de órgãos efetivas.

Para os procedimentos pediátricos, o Pequeno Príncipe conta com 22 profissionais entre cirurgiões, hepatologistas, anestesistas, intensivistas, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. O hospital é o único em todo o Paraná que realize o procedimento. Para 2020, outras dez cirurgias estão previstas em crianças e adolescentes. Crianças menores de dez anos são prioridade.

Durante o período em que o serviço não era realizado no estado, os pacientes eram encaminhados, por meio do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR), para São Paulo ou para o Rio Grande do Sul, em alguns casos.

“É importante salientar que o Paraná não deixou essa classe desassistida. Realizávamos a transferência dos pacientes através do Sistema de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para outros estados”, explicou a coordenadora do SET/PR, Arlene Terezinha Badoch.

A retomada os transplantes no Paraná, porém, indicam um avanço na saúde do estado, como também no bem-estar de pacientes e família: “Para nós, e principalmente para a família que está na espera por um órgão, é melhor que o transplante seja realizado dentro do nosso Estado, sem precisar se deslocar. Pensando nisso, fizemos todo o possível para que o HPP voltasse a fazer transplante pediátrico hepático e agora podemos novamente fornecer esse serviço no Paraná”, finalizou.

 

(Redação de Victor Assis, com informações e entrevistas da Agência de Notícias do Paraná)