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Refinaria no Paraná está na lista de privatização da Petrobras

Na próxima segunda-feira (11), a Assembleia Legislativa realiza uma audiência pública sobre o tema.

A refinaria paranaense Presidente Getúlio Vargas, a Repar, em Araucária, na RMC, está no primeiro grupo de refinarias que devem ser privatizadas no ano que vem pela Petrobras. Ao todo, oito unidades da estatal serão vendidas em 2020 elas foram divididas em dois lotes.

A Repar é uma das primeiras que deve ser negociada, porque as condições de infraestrutura do local são atraentes. Conforme especulações, a paranaense é uma das mais visadas por cerca de 20 empresas que já demostraram interesse no certame.

O diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), Roni Anderson Barbosa, esteve na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (5). Durante fala em Plenário ele citou os impactos que a venda deve trazer para os paranaenses. “No momento em que se vende essa refinaria trará problemas para população. Um dos impactos é o aumento do combustível, se os preços já são altos hoje, podem se elevar muito mais”, alertou.

O pacote de venda da refinaria paranaense inclui cinco terminais de armazenamento, que são instalados em cidades como Paranaguá e Itajaí, em Santa Catarina. Eles são servidos por 476 quilômetros de oleodutos.

O Sindipetro está preocupado com a situação dos trabalhadores que dependem do emprego na refinaria. “Os postos de trabalho estão todos em cheque, ninguém sabe o que vai acontecer. Os trabalhadores estão inseguros se vão continuar trabalhando, se serão demitidos”, disse.

Barbosa destacou que a refinaria não está tendo todo o seu potencial utilizado. “A refinaria não está sendo utilizado em todo seu potencial, cerca de 25% de ociosidade. Está se deixando de produzir combustível aqui, porque o Brasil está importando”, afirmou.

Da unidade de Araucária saem 208 mil barris por dia, aproximadamente 9% da capacidade de refino do Brasil. A Repar responde por 12% da produção de derivados de petróleo do país, como diesel, gasolina, GLP e querosene de aviação.

Na próxima segunda-feira (11), a Assembleia Legislativa realiza uma audiência pública sobre o tema. A ideia é construir uma pauta para reivindicar a permanência da Petrobras no Paraná.