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Regional de Saúde atua para elevar cobertura vacinal no Litoral

A 1ª Regional de Saúde, que tem sede em Paranaguá, vai desenvolver um estudo com apoio de universidades para encontrar formas de melhorar a cobertura vacinal nos sete municípios do Litoral que estão em sua abrangência – Paranaguá, Matinhos, Guaraqueçaba, Antonina, Morretes, Guaratuba e Pontal do Paraná.

A preocupação, de acordo com o diretor da regional, José Carlos de Abreu, é o baixo índice obtido na atual campanha de vacinação contra a gripe. “Percebemos que a população está desmobilizada e precisamos reverter esse quadro rapidamente”, disse ao término da reunião técnica realizada nesta quarta-feira (08) para discutir o assunto.

De acordo com Abreu, os municípios do Litoral tradicionalmente apresentam baixos índices de cobertura vacinal. De uma forma geral, o índice da Regional de Saúde para esta campanha contra a gripe é de 71,44%, quando o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 90%.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, a cidade com menor índice é Paranaguá, onde apenas 54% das pessoas dos grupos de risco compareceram aos postos em busca da vacina. Apenas três municípios da regional atingiram o índice ideal – Antonina, com 99%; Morretes, com 110%; e Guaraqueçaba, com 101%.

O diretor também aponta dificuldades para o registro dos dados que precisam ser enviados pelos municípios à Secretaria de Estado da Saúde, uma vez que as vacinas são aplicadas nas unidades mantidas pelas prefeituras. “Em relação ao registro formal das doses aplicadas, vamos reavaliar os bancos de dados de registro e promover treinamento para sanar dúvidas em relação ao sistema de informação em uso”, explica.

Abreu comenta ainda que é preciso intensificar a estratégia de mobilização dos municípios e homogeneizar as coberturas vacinais do Estado para proteger a população contra as doenças imunopreveníveis. “Também é necessário enfrentar as restrições de parte da população que rejeita o uso de vacinas baseada em desinformação e na falsa crença de que o medicamento pode fazer mal”, acrescenta.

Fonte: AEN