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Servidores desocupam Alep e acampam em frente ao Palácio; deputados tentam intermediar acordo

Cerca de 400 servidores públicos estaduais que passaram a noite na Assembleia Legislativa deixaram hoje o local após acordo com os deputados. Eles desocuparam as galerias da Casa logo após a sessão, depois que o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), anunciou que os parlamentares fariam uma reunião em seguida para tentar intermediar um acordo entre o funcionalismo e o governo do Estado sobre o reajuste salarial da categoria. Os manifestantes, então, armaram barracas na frente das entradas do Palácio Iguaçu e prometem acampar no local até uma nova proposta do Executivo.

A sessão foi a última antes do recesso parlamentar. Os deputados, agora, só retoma as sessões em 5 de agosto.

Os servidores reivindicam reajuste de 4,94% relativo à inflação de abril de 2018 a maio de 2019. Na semana passada, o encaminhou à Assembleia projeto prevendo reajuste de 5,09% parcelado até 2022, com pagamento de 0,5% a partir de outubro deste ano; 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021 e 1,5% a partir de janeiro de 2022. As duas últimas parcelas ficariam condicionadas ao crescimento da receita do Estado em relação ao ano anterior em 6,5% e 7%, respectivamente.

Em greve desde o último dia 25 e com os salários congelados desde 2016, os servidores rejeitaram a proposta e mantiveram a paralisação. O governo, então, apresentou outra proposta, prevendo o pagamento de 2% de reajuste em janeiro de 2020, e o restante parcelado até 2022, conforme o projeto original. O Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR) manteve a posição de reivindicar a reposição imediata da inflação, mas admitiu a possibilidade de aceitar o pagamento parcelado, desde que o governo pague os 2% já em outubro.

Ontem, após discurso do deputado Ricardo Arruda (PSL) afirmando que os servidores não teriam sofrido perdas salariais nos últimos anos, um grupo de manifestantes ocupou as galerias da Assembleia. Arruda também comparou os salários dos deputados ao dos servidores, alegando que os parlamentares estão há quatro anos sem reajuste. Ele deixou o plenário pouco antes da ocupação.