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Sonho realizado: ponte do Cubatão é oficialmente inaugurada

Os 67 metros da ponte do Cubatão foram oficialmente inaugurados na manhã deste sábado (17), pelo governador Ratinho Júnior, pelo prefeito Roberto Justus e pelo deputado estadual Nelson Justus e secretários estaduais.

Reivindicação antiga da comunidade local, a ponte foi liberada para o tráfego no último dia 16 de julho, em um ato simbólico em que o prefeito Roberto Justus e o bananicultor João Stolf, um dos construtores da primeira estrutura, atravessaram a ponte.

O governador Ratinho Ratinho Júnior foi o primeiro governante da história do estado que visitou a comunidade do Cubatão. Ele destaca o trabalho em parceria entre Prefeitura e Governo do Estado. “Estou surpreso de eu ser o primeiro governador aqui no Cubatão. É uma obra muito importante para o Cubatão, um excelente trabalho entre Prefeitura e Governo de Estado”, afirma.

Bastante emocionado, o prefeito Roberto Justus conta que agora ele é mais um na comunidade do Cubatão. Para ele, a obra é algo que entra para a história da localidade. “Longe de mim me comparar aos desbravadores que abriram estradas e construíram uma ponte praticamente no braço, mas eu fico bastante emocionado de ver que foi na nossa gestão que voltamos os olhos para a zona rural. É uma obra para sempre”, declara.

O deputado Nelson Justus era um dos mais emocionados no evento de inauguração da ponte. Ele foi o principal articulador da vinda da obra para a localidade. “Eu quando cheguei aqui já me deu um nó no coração porque foi uma luta muito grande. Todo mundo ajudou. O Governo do Estado ajudou muito, foi a realização de um sonho”, comenta.

A primeira ponte sobre o Rio Cubatão foi inaugurada em janeiro de 1991, fruto de um enorme esforço da comunidade local. Muitas histórias podem ser contadas ao longo dos anos.

Seu João Marquês ajudou na montagem da antiga estrutura. Ele consegue descrever perfeitamente como foram os trabalhos. Senhor de 72 anos conta como era difícil a vida sem ponte. “Antes a gente passava de bateira. A gente sofreu muito. Puxava a carroça para a beira do rio, descarregava na beira do rio e passava de batera, de canoa na verdade”, lembra. Para evitar o sofrimento com as embarcações, foi construída a estrutura em 1991. Apesar de melhorar a vida dos banicultores, a ponte ainda não era a ideal, ela foi apodrecendo com o tempo e, quando o rio estava cheio, era difícil atravessar. “Um dia eu vi um caminhão de caixa vazia de banana atravessando e tombou. Ele travou e no outro dia eles puxaram com trator, o dono da emprese foi ver e quase caiu também. Aí a ponte foi estragando, foi melhorando e tal. Agora, se Deus quiser, não acontece mais isso, eu acho que vai aguentar”, completa.

Rubens Marquês Pereira também sofreu com a falta da ponte. Ele conta um pouco sobre a união da comunidade na construção da antiga estrutura. “Antes era com barco, era muito difícil. Os produtores se uniram para pensar algo melhor. O pessoal foi no mato com cavalos para abrir as picadas e puxar as primeiras madeiras, e assim foi indo”, conta. “Graças a Deus as coisas mudaram, com essa nova ponte as coisas melhoraram bastante, ficou muito boa, antiga não dava para usar quando o rio estava cheio”, completa.